Minas tem três cidades com gestão modelo
Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas com cerca de 152 mil habitantes, teve o quarto melhor desempenho entre os municípios brasileiros nas áreas fiscal, social e de gestão, segundo ranking elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O primeiro lugar ficou com Orindiuva, pequena cidade do interior paulista, com 5 mil habitantes, que detém o melhor índice desde que ele foi criado.
A classificação começou a ser feita pela CNM em 2002, por meio do chamado Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão (IRFS). A lista divulgada ontem considera dados de 2006 enviados pelas prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional e a outros órgãos oficiais, com informações sobre despesas, receitas, ativos e passivos.
O
índice leva em conta gastos com pessoal, endividamento, superávit
primário, taxa de investimento, despesa de custeio e as despesas com
Legislativo, saúde e educação. Na relação dos 30 melhores, também estão
incluídas as cidades mineiras de Coimbra (Zona da Mata), Olímpio
Noronha (Sul de Minas), São Sebastião do Oeste (Centro-Oeste) e Tocos
do Moji (Sul de Minas). Entre as capitais, Belo Horizonte teve o sexto
melhor desempenho. Em comparação com 2002, o índice da capital mineira
subiu 3%. Vitória foi a cidade que mais cresceu no índice geral (16%) e
também foi o primeiro lugar entre as capitais.
De acordo com o
presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, houve melhora significativa no
desempenho de todos os municípios na área social desde 2002, quando o
levantamento foi feito pela primeira vez. Contribuíram para esse
quadro, segundo ele, a melhora dos indicadores sociais, o crescimento
da proporção de professores com nível superior, a redução da
mortalidade infantil e a elevação dos gastos com saúde e educação. “A
melhora deve-se principalmente à elevação nos gastos, com recursos
próprios, em saúde e educação, pilares para a melhoria social e áreas
em que justamente os municípios investiram mais e melhor”, explica.
Índice de Responsabilidade Fiscal e Social
Indicativo
criado pela Confederação Nacional dos Municípios para avaliar o
desempenho das cidades, que leva em conta indicadores fiscais, custeio
da máquina, capacidade de investimento, superávit primário e perfomance
nas áreas de saúde e educação. O índice é calculado a partir de
informações enviadas pelas prefeituras ao Tesouro Nacional e outros
órgãos oficiais. O IRFS é calculado pela média de três categorias:
fiscal, gestão e social
| ÍNDICE FISCAL | |
| São Sebastião do Oeste (Centro-oeste de Minas) | 3º |
| Poços de Caldas (Sul de Minas) | 7º |
| Muzambinho (Sul de Minas) | 20º |
| ÍNDICE DE GESTÃO | |
| Ibirité (Região Metropolitana de BH) | 3º |
| Alterosa (Sul de Minas) | 8º |
| Coronel Xavier Chaves (Região Central de Minas) | 9º |
| Congonhal (Sul de Minas) | 11º |
| Carrancas (Sul de Minas) | 17º |
| Monte Santo de Minas (Sul de Minas) | 22º |
| Tocos do Moji (Sul de Minas) | 23º |
| Santo Antônio do Monte (Centro-oeste de Minas) | 24º |
| ÍNDICE SOCIAL | |
| Paiva (Zona da Mata) | 11º |
| Simão Pereira (Zona da Mata) | 28º |
* Média geral de todos os índices / ** Melhores colocações mineiras na lista dos 30 melhores do Brasil
Veja a classificação
Fonte: Confederação Nacional dos Municípios (CNM)
