No livro “O Peque Príncipe” há um diálogo entre a Raposa e o Principezinho, ela lhe diz:
__ Só conhecemos bem o que cativamos.
__ Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas não existem “lojas de amigos”. Se tu queres ser meu amigo, cativa-me!
__ Que é preciso fazer? Pergunta o principezinho.
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__ É preciso ser paciente. Respondeu a raposa – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada... mas, cada dia, te sentarás mais perto. É melhor voltares todos os dias à mesma hora. Se tu vens a qualquer momento, nunca saberei à hora de preparar o coração... É preciso ter ritos...
__ O que é um rito? – perguntou o principezinho.
__ É uma coisa muito esquecida também... É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias, uma hora, das outras horas. São os ritos que
criam laços...
__ O que é “criar laços”?
__ Se eu não tenho necessidade de ti, e tu não necessitas de mim, não haverá “laços” entre nós. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a todas as outras raposas. Mas, se tu me cativas, terás a necessidade de ter “ritos” e estes criarão “laços” entre nós, farão que tu tenhas necessidade de mim. Nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim, o ÚNICO no mundo e eu serei para ti a única no mundo.
Antoine de Saint-Exupéry

